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"Ó glorioso verde que se expande Entre os estados, tu és sempre um esplendor Nas alegrias e nas horas mais difíceis Meu furacão, tu és...

"Ó glorioso verde que se expande
Entre os estados, tu és sempre um esplendor
Nas alegrias e nas horas mais difíceis
Meu furacão, tu és sempre um vencedor" - Trecho do Hino da Chapecoense.
Hoje é um daqueles dias que queríamos que nunca tivesse existido. Fomos surpreendidos logo na madrugada com uma notícia horrível, o avião que levava a delegação da Chapecoense e jornalistas para Medellín caiu quando já estava próximo do destino final, a cerca de 5 minutos de vôo até o aeroporto.


Nós, da NSF, estávamos acordados quando começaram a chegar as primeiras notícias e ficávamos nos perguntando: "Por que???". É inegável o apelo popular da Associação Chapecoense de Futebol, e isso ficou muito claro hoje, clubes brasileiros e estrangeiros, torcedores chapecoenses ou rivais, todos unidos num sentimento único: a tristeza. Era como se cada amante do futebol ficasse órfão.

Difícil acreditar que o maior ano dentre os 43 da história da Chapecoense termine desta forma, um ano que tinha tudo para terminar com o primeiro título internacional da história de Santa Catarina. A Chape, em sete anos, saltou da Série D para a Série A, e se fez gigante. Em 3 anos na Série A, a Chapecoense, além de não correr grandes riscos de rebaixamento, chegou a sua primeira competição internacional, em 2015, em sua primeira final internacional, neste ano, além de protagonizar grandes goleadas em clubes tradicionais, como Internacional, Palmeiras e Fluminense.

Dos 22 jogadores no vôo, 19 não sobreviveram, dentre eles estavam dois que tiveram grande participação neste crescimento relâmpago, Danilo e Bruno Rangel, ambos chegaram em 2013, quando a Chape estava na Série B, de lá pra cá cada um fez mais de 150 jogos. Marcos Danilo Padilha se tornou um dos melhores goleiros da atualidade e foi fundamental na campanha da Sul-Americana 2016, Bruno Rangel Domingues se tornou o maior artilheiro da história da Chapecoense, ultrapassando Índio, segundo colocado, em quase 20 gols.


Com uma trajetória como esta, como não poderia ser diferente, o mascote tem a grandeza do clube, Vitorino Condá, ou Índio Condá, um dos grandes líderes dos Kaingang no Oeste de Santa Catarina. Ele foi o cacique que lutou para que seu povo tivesse direito à terra junto ao governo brasileiro, afinal, os colonizadores que chegavam à região iam se apossando das terras atrás de titulação do governo. (Fonte: RBS)

Danilo, Gimenez, Caramelo, Dener, Marcelo, Thiego, Filipe Machado, Josimar, Gil, Sergio Manoel, Matheus Biteco, Cléber Santana, Arthur Maia, Bruno Rangel, Ananias, Lucas Gomes, Kempes, Canela, Tiaguinho, Caio Júnior, Anderson Paixão e demais integrantes da delegação chapecoense, VOCÊS SEMPRE ESTARÃO PRESENTES!!!

Peço desculpas aos confrades se cometi algum erro gramatical, se faltou coerência e/ou coesão em algum momento, mas é porque minhas mãos estão tremendo e tive que interromper a escrita algumas vezes para enxugar as lágrimas.

FORÇA CHAPE!!!

Bambis, Gaylos, Marias... são tantos apelidos homofóbicos que até perdemos de vista, e a estes podemos incluir os gritos, como o famigerado...

Bambis, Gaylos, Marias... são tantos apelidos homofóbicos que até perdemos de vista, e a estes podemos incluir os gritos, como o famigerado "ooohhh... bicha!!!". Estas expressões estão tão naturalizadas que dificilmente encontramos alguma reação contrária às mesmas.

Que a maioria dos jogadores do mundo se define como homem heterossexual não é novidade para ninguém, o futebol feminino ainda busca seu lugar ao Sol e o futebol masculino quase não abre espaço aos jogadores homossexuais. Às mulheres a resposta é seca e amarga: "futebol é coisa de homem", aos gays são endereçadas as piores piadinhas, porém, vem uma pergunta em minha mente: "desde quando só homens hetero podem jogar futebol?" No século passado, era feita uma pergunta parecida: "por que só brancos podem jogar futebol?". Décadas se passaram e ainda não compreendemos o potencial democrático deste esporte bretão, será que é tão difícil termos esta compreensão?

Imaginemos duas pessoas: um homem gay e uma mulher, elas se conhecem desde pequenas, torcem para o mesmo clube e são apaixonadas por futebol. Numa bela tarde de domingo resolvem ir às bancadas do estádio de seu time, depois de anos sem irem ao estádio juntas. Ao sentarem, torcedores que estavam próximos começam a ridicularizar e hostilizar o homem, por ele ser gay. Pouco tempo depois, após um lance duvidoso, a mulher dá sua opinião, que, por ser contrária à opinião de outros torcedores, faz com que ela seja obrigada a ouvir coisas do tipo: "volta pro seu fogão!". Minutos depois, a partida acaba, o time deles venceu a partida de 3x0, mas nenhum dos dois estava feliz, estavam profundamente consternados e com apenas um desejo: nunca mais pisar os pés num estádio.

Onde está escrito que no futebol só cabem homens heterossexuais? Por que esta relutância em reconhecer o espaço das mulheres e da comunidade LGBT no futebol? Não é mimimi, não é vitimismo, muitas pessoas se afastam do futebol e de diversos locais por conta de comportamentos que beiram a selvageria, não porque há palavrões ou coisas do tipo, mas pelo fato destes serem carregados de machismo e lgbtfobia. Por que para ofender um adversário chamamos ele de "viado", falamos que ele joga igual a uma mulher ou usamos apelidos no feminino? Ser homossexual ou jogar igual a uma mulher não pode ser motivo de vergonha, mas por que falar isso é homofóbico ou machista? Porque essas expressões são sempre utilizadas para inferiorizar o outro, e quando você tenta inferiorizar uma pessoa relacionando-a à comunidade LGBT ou às mulheres, você está sendo lgbtfóbico e/ou machista.

É difícil xingar um jogador ou zoar um torcedor do time rival sem usar expressões homofóbicas? Por que transformamos as arquibancadas num lugar tão hostil para as minorias? O futebol é maravilhoso, apaixonante, e deveria ser, sobretudo, democrático, onde pessoas completamente diferentes pudessem se confraternizar e compartilhar momentos de extrema felicidade. Que façamos do futebol o espaço sem fronteiras, o espaço onde qualquer pessoa possa encontrar um motivo para sorrir, sem medos ou receios.

Coreografia da torcida do St. Pauli com faixas e bandeiras pela igualdade entre homens e mulheres e contra a homofobia, além de balões coloridos representando o arco-íris.

Em 1939, o conselho Nacional de Desportos proibiu a pratica do futebol feminino no Brasil, a regra só foi revogada após 40 anos, em 1979, a...

Em 1939, o conselho Nacional de Desportos proibiu a pratica do futebol feminino no Brasil, a regra só foi revogada após 40 anos, em 1979, após muitas mulheres serem presas jogando futebol e clubes receberem multas pesadas por terem times femininos. 

Mesmo jogando clandestinamente, elas não pararam de jogar. No entanto sem apoio, como registro oficial e pouca cobertura da mídia e imprensa, reconstruir o futebol feminino no Brasil foi um trabalho árduo, baseado principalmente nas entrevistas e na procura de documentos e acervos pessoais de ex-jogadoras. Ainda passamos por essa reconstrução, falta apoia sim e visibilidade, o museu do futebol no Pacaembu, fez sua parte e tem um espaço com homenagens a grandes jogadoras, fotos e fatos alem de registros históricos sobre o mesmo.

Sobre o Futebol Feminino:

No Brasil, existem registros de partidas mistas, com homens e mulheres juntos, em 1908 e 1909, Em 1913, houve um evento beneficente, que foi considerado por muitos anos como a primeira partida de futebol feminino no Brasil. Anos depois, porém, foi descoberto que, na verdade, o time “feminino” era formado por jogadores do Sport Club Americano, campeão paulista daquele ano, vestidos de mulher, misturados a “senhoritas da sociedade”. Desta forma, considera-se que a primeira partida de futebol feminino no Brasil ocorreu em 1921, entre senhoritas dos bairros Tremembé e Cantareira, na zona norte de São Paulo, conforme noticiado pelo jornal A Gazeta.

Araguari Atlético Clube é considerado o primeiro clube do Brasil a formar um time feminino, que em meados de 1958, selecionou 22 meninas para um jogo beneficiante em dezembro deste mesmo ano. O sucesso desta partida foi grande que a revista "O Cruzeiro" fez matéria de capa sobre o acontecimento, pois até então, partidas femininas só ocorriam em circos ou jogos de futsal. Com esta divulgação, houve, nos meses seguintes, vários jogos do time feminino do Araguari em cidades de Minas Gerais (Belo Horizonte inclusive) e também em Goiânia e Salvador. Em meados de 1959 a equipe feminina do Araguari foi desfeita, por pressão dos religiosos de Minas Gerais. A primeira seleção Brasileira de futebol feminino foi convocada pela CBF em 1988, para disputar e vencer - o “Women’s Cup of Spain”.

A pagina "Dibradoras" sempre esta mostrando e divulgando fatos sobre o futebol feminino, sobre os atuais eventos e tudo mais, basta ir atras, um exemplo é a copa do Brasil que esta rolando atualmente, e esta nas semi-finais já, mas a mídia pouco se importa. Uma história muitas vezes construída longe dos holofotes dos estádios e registrada mais nas páginas policiais dos jornais que nos cadernos esportivos. 



A taça libertadores vai continuar com sua final em dois jogos de ida e volta, c onfederação confirma que manterá modelo atual para a edição...

A taça libertadores vai continuar com sua final em dois jogos de ida e volta, confederação confirma que manterá modelo atual para a edição 2017.

Muitas mudanças para a copa, mais vagas para o Brasil (Agora G6), a ideia de que para jogar a Copa precisa se ter um time Feminino (Ótimo por sinal) e a recém polemica da final em um jogo só. bom ficou claro que isso traria uma sensação de perca de identidade para a copa, um sentimento de perca de noção por parte dos cartolas e dirigentes, pois aqui não é a Champions League, tediosa e previsível, aqui na América do sul, temos o fator surpresa e ainda prevalece a torcida e os caldeirões nas canchas. Não queremos a morte do único campeonato que nos trás alegria tanto dentro de campo quanto das arquibancadas, pois imagina uma final no equador entre um Brasileiro e um argentino, qual festa teríamos ? alem do fato de custo, logística e isso tem que ser levado em consideração.

Com certeza o fato do jogo ser ida e volta trás uma atmosfera imensa, torcedores que podem desfrutar de ver seu time, na sua cancha jogando uma final de libertadores ! como isso não o trás uma imensa vontade de cantar a plenos pulmões pelo seu time ? O que mais nos questionamos, é o fato desses cartolas e dirigentes cogitarem matar isso, essa atmosfera e transformar a Copa nessa besteria de campeonato previsível de Barcelona e Real. 

Enfim a COPA ESTA VIVA ! 


Um grito de liberdade, um berro das ruas, um xingamento de filho da puta bem dado, para o juiz que marcou um impedimento ou para um jogador...

Um grito de liberdade, um berro das ruas, um xingamento de filho da puta bem dado, para o juiz que marcou um impedimento ou para um jogador que fez um passe errado na lateral...

Futebol para alguns significa cifras astronômicas, Barcelona e Real Madrid, posse de bola no campo adversário, falso atacante, 4,4,2 ou 4,3,3 ? Etc... Para nós não é porra nenhuma dessas, e sim um grito de liberdade, um berro das ruas, um xingamento de filho da puta bem dado, para o juiz que marcou um impedimento ou para um jogador que fez um passe errado na lateral, ou aquele canto a plenos pulmões para que seu time vá ao ataque com todas as forças, aos 45° do segundo. 

Davis Luizes ou Thiagos silvas ? Porra nenhuma, gostamos de jogadores conhecidos como Tata, Café, Careca, Gilson, Vavá, Zulu, Edmilson, Tita, Zé pretin, Paraíba, Zequinha (um zagueiro de 2 metros que da porrada ate na vó), aumentaram os nomes e diminuíram o futebol, irônico não?  Além dos protestos na arquibancada, com faixas contra as máfias das federações que nadam em dinheiro e mesmo assim deixam times do interior morrer, como a lusa, Guarani, Juventus, São José, Taubaté, América, Caxias e muitos outros que apenas jogam 2 meses e depois fecham as portas, Além de gritos de apoio e cantos de incentivo, que fazem da cancha um caldeirão, uma festa, um lugar de alegrias e tristezas e que reúnem todo tipo de pessoas, sem distinção de classe.

Além das várzeas espalhadas pelo mundo, onde verdadeiros craques e clássicos entre time da rua de cima contra o da rua de baixo, casados contra solteiros, com camisa contra sem camisa entre tantos outros. Verdadeiros palcos do futebol que não precisam de patrocínios multi-milionários, nem de chuteiras coloridas para aparecer mais que o outro, vai descalço mesmo pois o chinelo estourado com um prego esta salvando como gol improvisado. 

Bom fica aqui apenas um pouquinho sobre este chamado futebol, essa pequena homenagem para aquele que nos faz ou fez tão feliz por sua simplicidade, hoje é pisoteado por verdadeiras máfias que não respeitam nem gostam de futebol. Se tornou negocio, um palco de celebridades de comerciais fúteis, se matou a geral, o torcedor e o futebol, o verdadeiro e não esse monstro de hoje, que se preocupa mais com a cor da chuteira do que com o sentimento do torcedor. 



Em São Paulo não se tem bandeirões, faixas, bandeiras e poucas arquibancadas, não se pode ter a percussão nem se manifestar e quem dirá gri...

Em São Paulo não se tem bandeirões, faixas, bandeiras e poucas arquibancadas, não se pode ter a percussão nem se manifestar e quem dirá gritar gol...

A algum tempo venho observando uma onda de protestos que as arquibancadas tentam fazer acerca das punições sofridas, sobre o tratamento que o torcedor sofre e de como seu espaço foi tomado a força, sobre a opressão sofrida e contra a Globo. E como de costume as federações mandam descer a borrachada no bom português em qualquer um que queira gritar alto e se manifestar.

No ótimo documentário "Adeus, geral" uma frase ficou em minha cabeça, ao entrevistar um membro da organizada do São paulo a frase veio a tona "Vivemos numa ditadura velada", isso me deixou incomodado, inconformado e ate p** com isso, pois é a mais pura verdade infelizmente. Veja, algum tempo atrás a torcida do Corinthians levou faixas criticando a Globo, e a PM mandou tirar as faixas, outro episodio foi quando as faixas criticavam a própria PM, e o resultado ? Tiraram as faixas, a torcida do São Paulo não pode levar faixas nem instrumentos, assim como a do Palmeiras e a do Santos. Não pode se manifestar na arquibancada! Se o faz é punido, toma borrachada e ainda aparece no jornal como bandido! Logico que há pessoas que vão pra bater e apanhar e causar dentro do estadio, e esses podem sim ser identificados e responder por seus atos, agora você que não fez nada e quer se manifestar, xingar a globo ou um presidente, não pode? Por quê?

A verdade é que os cartolas, imprensa e federações nunca gostaram da gente, do povo, da torcida pulando e cantando, preferem aqueles que calados sentados aplaudem a renda e mesmo perdendo por 5 x 0 sorriem ao aparecer no telão, e me desculpem NÃO SOMOS FRIOS ASSIM! Vamos xingar, criticar, se manifestar e fazer nossa festa sim. Quando há um jogo de libertadores usam no começo de sua transmissão a nossa festa, mas quando fazemos criticam, chamam de bandidos, falam que atrapalha o jogo e ai vem as federações e punem ou coíbem e etc.

Aqui em São Paulo temos a mania de não procurar a resolução do problema e simplesmente coibimos, (Porque não prender os que brigam? Não vamos coibir as faixas, os bandeirões) chega a ser tão ridículo que basta ir ao Rio de Janeiro que pode ter bandeirões e em outros Estados Também. A realidade é essa, não se pode mais se manifestar, torcer e nem imagine gritar gol mas pode roubar merenda e matar o futebol do povo.




Cara Lusa. Assassinaram o dono da padaria, o senhor que bebia vinho, que tinha bigode e que ia ao lindo Canindé ver a Lusa jogar. Sim,...

Cara Lusa.

Assassinaram o dono da padaria, o senhor que bebia vinho, que tinha bigode e que ia ao lindo Canindé ver a Lusa jogar.
Sim,  assassinaram-no. Sem dó, nem piedade, muito menos escrúpulos. Após venderem suas almas ao diabo, causaram isso, a sua morte. Pior que um "pecho frio", é ser um vendido, mesquinho e sem coração ! É matar toda uma ideia, uma paixão, um sentimento; Sequer remorso sentir ! 
Que um dia a lusa se reerga. Claro que todos clubes merecem seu lugar ao sol (e lutam por isso diariamente). Não falo dos gigantes que vibram por bilheteria ou por ter café quentinho em suas arenas. Refiro-me a aqueles que não tem sequer onde se segurar, a não ser seu torcedor; mesmo que sejam um, dois ou cem, não importa.
"CBF, vai se fuder" já dizia o canto, na arquibancada, o sentimento de ter algo roubado, o gosto ruim de tirania e Maldade pura; vindo de pessoas de ternos bem alinhados e caros. O torcedor, agora, já desolado pensa: " o que fazer ?". Sentem-se mortos com o ocorrido.

A você, Lusa. De um torcedor do São José E.C., e que sabe o que é ser pisoteado.

Isso, meus amigos, é o adorado futebol moderno...